sexta-feira, 11 de abril de 2008

Pesquisa básica: uma questão de visão a longo prazo.

(Ilustração de Dinho Fonseca)

Tenho ouvido comentários em diversos meios questionando a utilidade de pesquisas acadêmicas básicas, isto é, que não apresentam aplicações práticas imediatas. Algumas pessoas alegam que o financiamento de pesquisas básicas com recursos públicos seria um desperdício do seu dinheiro, ó contribuinte. Sustento que tal visão é equivocada. Avanços tecnológicos gerados por pesquisas aplicadas dependem do conhecimento gerado por pesquisas básicas. Teorias no ramo da física, química, geociências e muitas outras estão “escondidas” atrás de avanços tecnológicos. O conhecimento, assim como um muro, depende de cada tijolo para se manter. Como seria possível construir uma edificação estável sem alicerces sólidos? De fato, incentivos para a aplicação prática do conhecimento científico são bem vindos, desde que não prejudiquem ou inibam pesquisas básicas. Os dois tipos de pesquisa devem coexistir, como duas faces da mesma moeda. A pesquisa básica de hoje é a base da aplicação de amanhã. Trata-se de uma questão de estratégia e visão de longo prazo. Países sérios investem em pesquisa básica. Outros países contentam-se em comprar tecnologia...

Leia o artigo de Osvaldo Ubríaco Lopes na revista Estudos Avançados.