quinta-feira, 13 de abril de 2006

Caçadores


Março de 2006, Bororé, extremo sul de São Paulo. A fronteira entre a perferia pobre urbana e a zona rural, as margens da represa Billings (Veja imagem do local no post "Ocupação humana" acima). As matas desta região, como as de muitas outras do Brasil, estão repletas de arapucas e armadilhas para animais selvagens. Este é apenas um dos muitos giraus (ou trepeiros) que encontrei por lá. Consistem de plataformas de espera sobre árvores. No chão é colocada uma ceva, geralmente milho, que atrai a caça para ser abatida pelo paciente caçador. Curioso é que no local haviam pouquíssimas aves. De manhã cedo, quase não ouvi cantos. Tive a sensação de estar em uma "floresta vazia", parafraseando Redford. E a mata até que tinha uma boa estrutura, árvores grandes, antigas, além de ser bem conectada com as matas contínuas da Serra do Mar. Até um vale bem úmido, com um rio corrente, não me revelou muitas espécies.
Visto que já visitei muitos outros lugares de matas fragmentadas e com estruturas piores, e que tinham muito mais "bichos", me ficou a pergunta: Será que a caça e captura de animais esvaziou esta floresta? Impressionante, nunca vi isto, pelo menos não neste
grau.

2 comentários:

Gunther disse...

Nos tempos em que morei na Serra do Japi, semrpe encontrava desses trepeiros no meio do mato.
Muitas vezes dentro do meu síto. Me impressionava com a ousadia dos caçadores/ladrões.

Outro prblema frequente era o roubo de caraguatás maduros. Esse provavelmente levado pelos raizeiros.

Candia-Gallardo disse...
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