sábado, 15 de agosto de 2009
Dance monkeys dance!!
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Rastreadas rotas migratórias de pequenas aves
Tordo-do-bosque macho com seus filhotes (no alto) e fêmea de andorinha-azul (abaixo), ambos com um geolocalizador preso às costas (fotos: Elizabeth Gow/ Tim Morton). Veja notícia completa em http://cienciahoje.uol.com.br/137904
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
A aplicação da ciência na conservação da biodiversidade
No entanto, proponho a seguinte questão: as informações geradas nos estudos de impacto e monitoramentos têm reduzido os impactos de obras subseqüentes? Receio que a resposta para a grande maioria dos casos seja não. Portanto, estes instrumentos não têm cumprido seu papel de conciliar desenvolvimento e conservação do meio ambiente. Os fatores que explicam este padrão são complexos e passam por várias esferas político-sociais. No entanto, acredito que um dos fatores que contribuem para essa falha é a falta de aplicação de ciência básica nos monitoramentos ambientais. Grande parte dos monitoramentos não tem sua coleta de dados cuidadosamente planejada, resumindo-se a uma lista de espécies.
Um grande desafio para os profissionais que atuam na área ambiental é, portanto, aplicar o rigor cientifico acadêmico nos monitoramentos, de forma que cada obra realizada gere conhecimentos para que as próximas tenham menos impactos do que as precedentes. Para atingir estes objetivos, cada programa de monitoramento deve sugerir medidas de conservação práticas baseadas em seus resultados. Estas medidas devem então ser implementadas em obras futuras, e sua eficiência ser testada durante monitoramentos bem planejados. Desta forma, uma série de ações práticas eficientes para reduzir impactos ambientais pode ser desenvolvida em médio prazo.
Mas como obter informações biológicas confiáveis? Algumas iniciativas têm sido realizadas no Brasil, tal como o Projeto Dinâmica Biológica de Fragmentos Florestais PDBFF, o Programa de Pesquisa em Biodiversidade PPBio, e as pesquisas do grupo Tropical Forest Research, na Amazônia, e o RestaUna e o Biota Caucaia na Mata Atlântica . Diferentes regiões do país vivem distintos desafios ambientais, e a ciência da conservação da biodiversidade está em pleno desenvolvimento (ver um interessante debate aqui).
É evidente que para serem realizados monitoramentos com rigor cientifico os pesquisadores devem ter condições de trabalho adequadas. Estes também devem se aprimorar continuamente. Conciliar desenvolvimento econômico e conservação do meio ambiente já não é apenas uma frase de efeito. É uma questão de sobrevivência. O desafio está lançado.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Mata de terra firme II
Ipecuá - Thamnomanes caesius

Flautista-da-mata - Microcerculus marginatus

Guarda-mata - Hylophylax naevius
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Mata de terra firme
Myrmotherula hauxwelli (macho):

Myrmotherula leucophtalma (fêmea):
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Pesquisa básica: uma questão de visão a longo prazo.
Leia o artigo de Osvaldo Ubríaco Lopes na revista Estudos Avançados.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Pretinho na Chapada dos Parecis, MT
O pretinho Xenopipo atronitens é uma ave da família Pipridae associada a vegetação de campina (Poletto e Aleixo, 2005). Até onde pude pesquisar, sua ocorrência mais austral no Brasil se dá no sudoeste de Rondônia e no sul do Amazonas. Capturei e anilhei os indivíduos das fotos na Chapada dos Parecis, centro-norte do Mato Grosso, em ambiente de Cerradão (savana arbórea densa) próximo ao rio Juruena. Parece-me que tal registro implica em uma considerável ampliação de distribuição da espécie em direção ao sul, pelo menos no Brasil. Xenopipo já foi registrado em latitude semelhante na Bolívia, na Serrania de Huanchaca, departamento de Santa Cruz. Bibliografia
Polleto F. e Aleixo, A. 2005. Implicações biogeográficas de novos registros ornitológicos em um enclave de vegetação de campina no sudoeste da Amazônia brasileira. Revista Brasileira de Zoologia 22:1196-1200.
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Corythopis cf torquatus

Esta ave pertence ao gênero Corythopis. Sua identificação exata não é trivial, pois existem duas espécies neste gênero, cujas plumagens sâo muito parecidas. A grosso modo, C. delalandi ocupa a porção sul do país, enquanto que C. torquatus ocupa a parte norte, incluindo a Amazônia. Existe, porém, uma faixa relativamente pequena no Brasil central onde as duas espécies podem ser encontradas juntas. É justamente o caso do local onde capturei este indivíduo, no alto rio Juruena, no oeste do MatoGrosso.
Provavelmente trata-se de um indivíduo de C. torquatus, a espécie que ocupa o norte do Brasil. Uma evidência que aponta para este veredicto é a coloração acinzentada que o espécime apresenta ao redor da região ocular, característica não compartilhada pelo congênere do sul. A vocalização é um caráter importante para discernir as duas, pois apesar da semelhança na plumagem, cada uma apresenta vocalização característica. Na área onde ocorreu a captura pude ouvir a vocalização da espécie do norte.
quinta-feira, 24 de agosto de 2006
A ocupação humana

As florestas ao sul da cidade de São Paulo vêm perdendo terreno aceleradamente. A expansão de atividades de mineração e agricultura, mas principalmente a expansão de bairros carentes superpulosos, em sua maioria clandestinos, são uma grande ameaça à estas florestas. Os impactos desta expansão projetam-se para além das áreas diretamente desmatadas, extendendo-se para as matas que ainda estão de pé. Estas, vizinhas a áreas superpopulosas, estão perdendo sua fauna através de caça e captura de animais (veja o post "caçadores" abaixo). Assim, fotos aéreas ou imagens de satélite subestimam os danos causados pela expansão humana ao retratar verdes florestas vazias de grande parte de seus animais. E sem eles a floresta não se manterá por muito tempo...
quinta-feira, 15 de junho de 2006
Chupa Dente
O chupa-dente (Conopophaga lineta) é uma pequena ave florestal que vive próxima ao chão e se alimenta de insetos. É muito abundante nas matas do planalto paulista. Nas terras baixas litorâneas do Estado de São Paulo é substituída por uma correlata, o cuspidor-de-máscara-preta (Conopophaga melanops). Poucos são os registros do chupa-dentes na baixada. Também poucos são os registros do cuspidor no planalto. Curiosamente em matas de Cubatão, localidade litorânea, ambas podem ser encontradas lado à lado. Anilhei alguns indivíduos de ambas as espécies, porém recuperei apenas alguns cuspidores.
Certa vez capturei um macho de cuspidor ao lado de um chupa-dente em plumagem de fêmea.Trabalhando na área desde outubro de 2004, comecei a registrar periodicamente o chupa-dentes na região à partir de agosto de 2005, dando-me a impressão de uma colonização. As espécies do gênero são sedentárias, ou seja, não são conhecidos por empreenderem movimentos migratórios. Enquanto o cuspidor-de-máscara-preta é conhecido por ser sensível a degradação de seu hábitat, o chupa-dente chega a se favorecer em matas medianamente degradadas pelo homem. Será que o estado de degradação no qual se encontram as matas de Cubatão favorecem de alguma forma a ocupação do local pelo chupa-dente?






